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8 de fev de 2016

O QUE FALAR DOS TESTES FIV E FELV...

BRAD PIT meu anjo de 4 patas
21/12/10 - 25/01/2016
Dr. Carlos Gabriel Dias médico veterinário tem publicado alguns mini texto de muita importância e trazendo esclarecimentos para algumas questões ou mesmo uma reflexão sobre um assunto tão polêmico com tantas nuances como a FELV e a FIV. Resolvi divulgar no site como forma de abordar estes assuntos e informar sobre alguns temas polêmicos.

Dia 25 de janeiro de 2016 perdi  meu Bradinho um gato 5 anos, na minha casa desde 4 meses de idade e de Teste Negativo que vivia com outros negativos.
Da noite para o dia apresentou sintomas de inapetência e isolamento. Levado imediatamente a avaliação médica foi constatado anemia e indicativo para FELV e Hemobartonela. Refeito o teste o resultado foi POSITIVO e junto com ele foi refeito o teste de outro gatinho que convivia com ele há 5 anos e que é doador de sangue, retestado anualmente, permanece NEGATIVO.

Brad não superou a recaída, no primeiro momento consegui alimentar e reverter o processo de anemia profunda mas foram apenas 70 dias que o separaram do diagnostico a morte. 

Hoje lendo este texto e ainda com o LUTO desta perda me vi na seguinte questão: quanto mais busco informação mais confuso fica. Assim passados 90 dias desta morte todos os gatos que conviveram com ele serão RETESTADOS. Aguardando ansiosa maio chegar!

Dr. Gabriel Dias publicou este relato  e trago aqui para uma reflexão.


"Aquele "ufa. Deu negativo". A ausência das bolinhas ou listrinhas inconvenientes é sempre festejada pelos gateiros. 

Hoje, plantão no sábado de Carnaval, todo mundo comemorou aliviado a possibilidade estigmatizada dos acrônimos estar afastada. "Oi? O senhor falou possibilidade?" Os sorrisos se apagam. 😁 Quanto desse "ufa" é realmente confiável? "Deu negativo. Não é Doutor?" Sim, mas estamos lidando com um agente infeccioso preparado para a guerra. 

A instabilidade do seu comportamento deixa sempre um rastro de dúvida. Não saiam por aí desesperados e também não achem que todos os resultados dos testes que vocês fizeram estavam falsamente manifestos. Não é isso! 

A questão DESSE paciente é: existe um quadro clínico suspeito. Pode até ser que realmente seja negativo, mas não vamos descartar a possibilidade de um falso negativo. "Doutor, o teste não é bom e por isso não funcionou? Li no Facebook que tem testes melhores e piores." 

Funcionou sim, mas o vírus pode se manifestar de diversas formas." Tem fases diferentes e em cada uma delas cada teste detecta mais facilmente ou não. 

E ainda existem os casos de gatos com quantidades pequenas do vírus, mas isolados em uma parte específica do corpo. Pode coletar todo sangue que quiser, mas o vírus está em algum órgão e não sai de lá. Às vezes sai, mas quando saber? O melhor teste não existe. Existe a melhor escolha do teste é isso é papel do Médico Veterinário. "Mas Doutor Gabriel, a Veterinaria então está atrasada" Está igual a Medicina Humana em relação ao seus Retrovírus. 

Doutora Sheila Medeiros na minha opinião é a Médica Veterinária mais qualificada para nos esclarecer sobre diagnóstico de Retrovírus. Com trabalhos publicados na área (vale conferir seu Curriculum) e linhas de pesquisa no laboratório de virologia molecular da UFRJ, ela sempre nos alertas sobre as inúmeras facetas dos Retrovírus. 

Assim, antes de opinar sobre o melhor teste, converse com um Vet para escolher o melhor teste. Outro papel do Médico Veterinário: interpretar o resultado, seja qual for. Por isso que fazer o teste sem Veterinário não é muito bacana porque a interpretação é que conta. 

Deu negativo? Onde ele morava? Como ele está? Vamos repetir mais para frente? Vamos fazer outro tipo de teste? Vamos conversar sobre janela imunológica? Vamos falar sobre comportamentos virais atípicos? 

Quanto ao meu paciente; nós vamos continuar investigando até nos sentirmos seguro para dizer: tem possibilidade de ser negativo de fato. Sobre gatos com cara de Felv e FIV mas sem resultados positivos. Quem disse que era fácil? ‪#‎mioutestou‬ nível: difícil "
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O Projeto tem por hábito informar aos adotantes todos os procedimentos, doses, medicamentos, datas e tudo o mais que foi feito com cada gatinhos resgatado ou nascido no Projeto.

A cada adoção de animais testados informamos que o teste não é conclusivo por si só, a origem do animal e tudo que souber dele é relatado e documentado no termo de Adoção. 

O Projeto O Gato Carioca faz um um mapeamento geográfico dos casos positivos que encontramos. Isso não conclui que todos que saiam daquele local serão positivos mas existe uma possibilidade iminente.

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