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28 de mai de 2013

Os perigos de uma vida livre para um gato doméstico.

Optar por um gato preso ou um gato solto é uma questão de segurança e saúde, avalie as situações pelas quais um gato solto pode passar.

As adoções através do Projeto O Gato Carioca enfatizam a Posse Responsável e exige-se a segurança através de redes de proteção ou grades de diâmetro pequeno para que um gatinho não fuja, cuidados veterinário, castração e vacinação além de alimentação adequada e afeto!

Vamos entender os perigos pelos quais não desejamos que nossos gatinhos passem.

Talvez o miado de um gato querendo entrar/sair de casa nos cause pena. Quando se trata da porta da frente, muitos de nós acreditam que nosso gato não ficará satisfeito enquanto ele não sair de casa. Mas, mesmo assim, a maioria age do mesmo jeito quando quer entrar em casa (ou, na verdade, quando querem passar por qualquer porta).



  • Os gatos querem mesmo sair de casa? Eles precisam disso? E mesmo se a resposta para ambas as perguntas for "sim", é essa a melhor opção para os gatos?
Há muitos prós e contras em deixar o seu gato explorar o mundo lá fora.

Os gatos precisam sair de casa como os cães?

O principal motivo para sairmos com o cão é para que façam suas necessidades fisiológicas, acompanhada pelo exercício físico. Apenas os menores cães conseguem sobreviver correndo dentro de casa. Os cães caçam em matilhas, o que significa que trabalham em conjunto para cansar a presa. A caça pode durar o dia todo, ou seja, os cães têm um instinto natural para correr...correr...e correr. É preciso muito espaço livre para esse tipo de comportamento. Os gatos, por outro lado, são "caçadores de emboscada". Eles costumam correr muito por períodos relativamente curtos. Um corredor de comprimento razoável dá espaço suficiente para isso. Esse comportamento combinado ao instinto de enterrar as fezes (é por isso que os gatos se acostumam a usar uma caixa de areia) contribuem para que não haja motivo suficiente para levar o gato à rua.

É natural o gato ir à rua?

Claro, ar fresco e luz do sol são bons para todos - pessoas ou gatos. Mas será que a vida ao ar livre realmente é mais "natural" para o seu gato?  Depois que os gatos foram domesticados, eles deixaram de ser totalmente "naturais"; depois de retirados de seu habitat original, eles tiveram que se esforçar para adaptar os instintos apurados durante dezenas de milhares de anos vivendo em desertos às novas circunstâncias. Eles nunca conseguiram se adaptar a algumas dessas circunstâncias - o frio cortante do inverno do meio-oeste, cães e animais selvagens que os transformam de caçadores em caçados e caminhões e carros velozes - para citar apenas algumas.

A vida ao ar livre não é assim tão boa.

O que espera por seu gato do lado de fora da porta de entrada da casa? ... árvores e grama e todas as paisagens, sons, aromas e alegrias da natureza - coisas boas para todos nós aproveitarmos. Mas também há animais perigosos, pessoas cruéis, tráfego, doenças e autoridades do controle de zoonoses (que poderão estar em seu direito legal de apanhar e prender o seu gato se ele estiver fora de casa). O único modo confiável de manter o seu gato protegido de todos esses riscos fatais é mantê-lo dentro de casa. Gatos têm grande habilidade para escalar e saltar, e mesmo um muro de 2 a 3 metros não os intimida, sobretudo se houver telas às quais eles possam se agarrar. 

A verdade seja dita, gatos do campo não têm necessariamente mais segurança ao ar livre do que os gatos urbanos. Há muito mais chance de ser atingido por um carro ou atacado por um cão de rua na cidade. No campo, existem predadores que correm mais, mais rapidamente e com mais astúcia do que um cão urbano feroz. Nós também temos vias menos iluminadas, tornando gatos de rua mais difíceis de ser vistos - e mais fáceis de serem atropelados - além de mais tipos de insetos transmissores de doenças, por exemplo os carrapatos.

Uma série de doenças felinas graves e fatais dissemina-se apenas com o contato com gatos infectados - ou com regiões onde há gatos infectados. 

  • O vírus da imunodeficiência felina (FIV), que causa uma perturbação no sistema imunológico do gato, é transmitido, sobretudo, por mordidas de gatos infectados. 
  • E o vírus da leucemia felina (FeLV) geralmente requer contato direto prolongado com um gato infectado, por exemplo, o compartilhamento de caixas de areia ou de vasilhas de água e de alimentos, além do fato de que um animal acaba lambendo o outro, uma limpeza mútua. 
Muitas vezes, os riscos de doença são pequenos ou desprezíveis para gatos presos, significativamente maiores para gatos soltos ou gatos que vivem presos e soltos.

Donos de gatos - sobretudo aqueles que têm filhos pequenos - devem saber que gatos que vão às ruas têm maior probabilidade de contrair doenças e parasitas que podem contaminar o homem, desde probleminhas como pulgas até doenças mais graves como a doença de Lyme, transmitida pelo carrapato e a perigosíssima raiva.

Sair com segurança.

Só porque é mais seguro para o seu gato viver dentro de casa e não vagar pelas ruas, isso não significa que ele nunca poderá ver a luz do dia, exceto pela janela. Uma correia (sem coleira) é um modo razoavelmente seguro para você e para o gato saírem e tomar ar fresco e um pouco de sol. Mas alguns gatos nunca vão se acostumar a saírem presos a uma correia. A experiência regular desde a fase de filhote ajuda, e alguns gatos treinados até mesmo pedem para sair. Obviamente, mesmo com a correia, o gato corre o risco de pegar pulgas - e de encontrar gatos e cães soltos na vizinhança. Pouco provável que se acostumem aos ruídos da rua, gatos se assustam com facilidade.

A segurança é um problema para os gatos soltos, que vão às ruas.

Gatos soltos entram em brigas barulhentas com outros gatos à noite, comem ou arrancam as plantas dos vizinhos, matam pássaros (mas também podem ajudar a controlar a população de roedores da região), e enterram seus dejetos nos jardins alheios. Embora algumas pessoas - e alguns donos de gatos - considerem esses problemas insignificantes, muitas outras os consideram gravíssimos. Se o seu gato entrar em uma briga, as conseqüências serão piores do que o fato de acordar os vizinhos com os miados e berros. Os arranhões superficiais na face ou no dorso do animal não são tão problemáticos. Mas ele também pode ter ferimentos provocados por mordidas que se fecham rapidamente, com sujeira e germes em seu interior, e que criam um abcesso doloroso vários dias depois. 
  • As mordidas durante as brigas também são a forma principal de disseminação do vírus da imunodeficiência felina. 
  • Gatos não esterilizados que vagueiam pelas ruas também contribuem para o aumento da população felina, um problema que lota os abrigos e resulta em milhões de animais "sacrificados" anualmente.
Fonte: <http://casa.hsw.uol.com.br/como-cuidar-de-gatos2.htm>

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